Cinemas em Manaus: “Mano, só tem dublado”

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Eis o drama nosso de toda semana: abrimos o jornal (ou sites de cinemas) e nos deparamos com uma lista de filmes dublados, sejam infantis ou adultos, blockbusters ou alternativos. E às vezes, uma sessão lá depois de 21h, legendada. Só. Hoje em Manaus temos 6 cinemas (todos eles em shoppings), sendo um deles super moderno e chibatoso recém inaugurado, num shopping que todos amam, mas que também não oferece muitos filmes legendados.

SÓ DUBLADO?!

Segundo nossas pesquisas, essa de boca a boca/bate poca, os funcionários alegam que “o público que pede filmes dublados”. E, a voz do povo é a voz de God, nós sabemos. Mas e a gente que realmente admira a sétima arte e chegou a completar o ensino fundamental, como a gente fica?

Como me sinto quando vejo dublado

Já tive a experiência de ir ao cinema e a vendedora me falar: “moço, esse filme é legendado”. Eu afirmei que sabia e ela voltou a me alertar, com um tom de quem alerta “é um filme adulto, erótico, com sangue, estupro ou que promovia a homosexualidade”. Eu aceitei o alerta dela, um pouco perplexo, mas perguntei o porque dessa preocupação. Segundo ela, outras vezes pessoas entraram na sala de um filme legendado e depois foram reclamar, afirmando que “não foram avisadas”. Ou seja, se tá difícil de ler aquele papelzinho amarelo, imagina as legendas do filme.

Claro que não há como discordar de fatos, a escolha por exibir mais filmes dublados é devido a demanda de compra, mas volto a repetir: e a gente? Sei que é pedir demais, afinal, somos parte de uma minoria (será?), mas acredito que poderia haver sempre uma opção legenda, especialmente nos filmes adultos ~mas que vivem com crianças gritando, acompanhadas por seus pais~ de violência, drama ou ação. A mesma situação rolou com a turma do Cine Set, que fez um ótimo comparativo de uma versão dublada e legendada de “Tropa de Elite”.

TÃO BARRO!

E as desvantagens de ver filme dublado? Não ouvir a voz original do ator (que normalmente estuda bastante para a caracterização do personagem), não permite que a gente compreenda sotaques e gírias – o que prejudica muitas vezes o enredo -, diminui/anula os efeitos sonoros (tão estimados pelos cinemas 3d e afins) e, claro, corta todos os palavrões, tirando toda a veracidade dos personagens.

Miau!

Esse post é apenas um apelo: não queremos que acabem as sessões dubladas, não sou idiota para não compreender que existem pessoas que não conseguem ler com certa velocidade, pessoas mais velhas que possuem dificuldade de ler e até mesmo crianças. Mas é necessário SIM ter cópias legendas. O que vocês acham?

Podcast #4 – Séries preferidas dos anos 80 e 90

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Chegou o grande dia! Estávamos esperando a oportunidade de relembrar das séries que “formaram o nosso caráter”, como diria Camila. Seja da época “antes da TV a Cabo” e “Depois da Tv a Cabo”, poucas pessoas nesse mundo não assistiram 1 série sequer. Então pega o café com leite ~porque o podcast de hoje saiu adiantado~ e dá o play:

Como fazer download? Só clicar na setinha para baixo, o arquivo irá direto para seu computador.

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E aí, qual a sua série preferida? Quais cenas você nunca esquece? Comente! Seja aqui no post, no nosso Soundcloud e até via e-mail (pelamordiblog@gmail.com), a gente vai ler seu recado na semana que vem, em mais uma edição do podcast.  Ah, claro: podem sugerir pautas, a gente ouve com carinho.

Sério?

 

Livro “Garota Exemplar”: As pessoas querem acreditar que conhecem outras pessoas

 

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Existe uma contemporânea grande pressão atmosférica sobre todos nós. Ela é uma ameaça à forma com a qual nos relacionamos com quem gostamos e de quem falamos todos os dias. É quase como se tal “coisa” fosse capaz de definir nosso futuro: com quem casamos, com quem almoçamos, com quem teremos filhos, com quem iremos ao super mercado e onde conseguiremos empregos. O nome dessa pressão? Uma pequena frase chamada “vontade de agradar a todos”. E é esse o tema principal que se desmembra em patologia psicológica e confusão completa no livro “Garota Exemplar”, de Gillian Flyn.

A obra conta a história de Nick e Amy Dunne, um casal que me mudou para uma cidade no interior após serem demitidos de bons empregos em Nova York por conta das mudanças causadas à indústria da mídia impressa pela Internet. Mesmo com dificuldades, o casal parece ter uma vida tranquila, com discussões ocasionais e uma vida sexual até que saudável. Até o momento em que Amy desaparece no dia de aniversário de casamento dos dois. Na casa dos dois, vestígios de uma luta (com direito a muito sangue e uma cena de crime bem improvável) são as únicas pistas do que pode ter acontecido. Pelo menos, no início.

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O livro é um daqueles materiais que você começa pensando que está entendendo tudo, desvendando cada peça do labirinto de informações e das perguntas que não param de surgir – desde a primeira página até a última -, e, quando uma informação DESTRUIDORA aparece, a autora te tranca no ~mundo das dúvidas~ e te revela algo ainda mais revelador e misterioso ao mesmo tempo.

Este emaranhado de acontecimentos é feita de forma organizada e praticamente perfeita. Em “Garota Exemplar”, Gillian Flynn é profissional em alternar pontos de vista para costurar uma trama contundente e plausível. Misturando a rotina de Nick contando os dias desde o desaparecimento da esposa e um diário que conta dias do passado de Amy – desde quando conheceu o marido, passando pelas dificuldades financeiras, pelos traumas trazidos pelos pais (vamos já falar sobre isso) até os dias que antecederam o seu desaparecimento.

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“Garota Exemplar” é uma grande crítica a vários problemas contemporâneos pelos quais costumamos “passar a vista”. Gillian, porém, tenta de forma bem sucedida mostrar as consequências extremas destas situações. A principal, como já dito, trata-se da vontade de as pessoas quererem agradar todo mundo. Amy é descrita, tanto por Nick quanto PASMEM por ela mesma, como uma mulher praticamente perfeita: é extremamente linda, não cobra muito do marido, cede aos desejos frios sexuais de Nick, é rica, dócil, independente e tudo mais que os homens geralmente procuram em mulheres.

O desaparecimento da mulher parece “acender” um desejo nas mulheres da comunidade de se igualarem a ela e até mesmo tentar substituir o lugar de mulher mais linda e querida da cidade. Nick logo vira o alvo de quarentonas desesperadas por atenção que mais tarde se mostram vingativas após serem rejeitadas. A “necessidade” patológica de Amy de ser impecável é chave principal para o desenrolar da trama.

Uma das frases mais incríveis que anotei – sim, sou desses que anota citações de livros – foi “As pessoas querem acreditar que conhecem as pessoas”. O comportamento das pessoas ao perceberem que o desaparecimento chamou a atenção da imprensa nacional é chocante: todos fazem de conta que eram amigos de Amy, que a conheciam tão bem, que sabiam que Nick era culpado (ou não) pelo desaparecimento. É algo realmente notável no trabalho da escritora.

"People want to believe they know people"

“People want to believe they know other people”

Outra grande crítica trata-se dos papéis masculino e feminino dentro de um relacionamento. O machismo é, com certeza, um problema odiado pela escritora. É delicado falar sobre esse aspecto do livro sem entregar detalhes importantes da trama, então leiam o livro e falem comigo depois ;).

A segunda metade do livro flui de forma muito mais rápida por conta da revelação ao final da primeira parte do romance. Adorei mesmo o trabalho da autora e já encomendei outros livros dela (que em breve serão resenhados aqui), mas senti que os últimos capítulos do livro – que são obviamente cruciais para que a obra faça sentido – foram muito corridos e alguns detalhes que eu gostaria de entender e saber no que resultariam foram parcial ou completamente deixados de fora. Entendo completamente que o trabalho de um romancista é de causar questionamentos – e, acredite, ela te deixa com milhões de pulgas atrás da orelha -, mas me senti meio que abandonado depois de tantas páginas de dedicação.

Virou filme, gente!

E um filme cheio de ‘pedigree’, já que é dirigido por David Fincher (‘Clube da Luta’, ‘A Rede Social’), apenash. Com estreia marcada para esta quinta-feira (2) em todo o Brasél (incluindo Manaós, gente!), a versão cinematográfica “Garota Exemplar” trará Ben Affleck como Nick e, na pele de Amy, a atriz britânica Rosamund Pike, que já foi Bond Girl em “007 – Um Novo Dia Para Morrer” (2002) e participou de filmes como “Educação” (2009) e “Orgulho e Preconceito” (2005).

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Rosamund, aliás, bateu um time de estrelas para conseguir o papel: de Natalie Portman a Charlize Theron (que vai estrelar a adaptação de outro livro de Flynn, “Dark Places”), todas queriam ser Amy. Na época em que a inglesa foi escolhida, muito se comentou a rejeição de Fincher a Reese Witherspoon (que COMPROU os direitos da obra e escolheu o diretor).

Em entrevista recente à revista Entertainment Weekly, o cineasta explicou que não quis Witherspoon para o papel porque “seria muito estranho a produtora do filme também ser a estrela dele”. A atriz ~concordou~ e disse que “ele tinha uma visão para os personagens na qual ela não se encaixava”. Imagina a torta de climão se as previsões dos críticos gringos se confirmarem e Pike e Witherspoon concorrerem ao Oscar no próximo ano – a ‘legalmente loira’ estrela o drama “Wild”, uma espécie de versão feminina de “128 Horas” (2011) e “Na Natureza Selvagem” (2007).

Voltando a “Gone Girl”, o filme traz ainda Neil Patrick Harris (sim!) como Desi, Tyler Perry (que quer se tornar um mash up de Oprah e Eddie Murphy SQJAMAIS) como o advogado de Nick e a sempre maravilhosa trilha de Atticus Ross e do Nine Inch Nail Trent Reznor. A dupla venceu o Oscar em 2011 pela primeira colaboração com Fincher, a trilha de “A Rede Social”.

A crítica especializada já viu o filme e está babando pela trilha de Ross e pelas atuações não só de Pike como de Ben Affleck (sim, existe cura canastrona, Senhor!). Muitos acreditam que “Garota…” terá o mesmo impacto cultural que “Atração Fatal” (1987). Se for verdade, muitos casais terão pesadelos com Amy e Nick assim como muitos maridos dos anos 80 pensaram duas vezes antes de trair, já que nunca se sabe quando pode vir uma Alex Forrest pela frente.

Nós do Pelamordi estamos ansiosos com S para ver esse filme e para ver que modificações Gillian Flynn (que também assina o roteiro do longa) imprimiu para a versão cinematográfica. Contando os minutos para quinta!

*Post colaborativo de Diego Toledano e Camila Henriques.

É Friboi? Adam Levine mostra mais osso do que carne em novo videoclipe “Animals” do Maroon 5

Numa mistura de True Blood com Jogos Mortais, o novo single (que adoro) do Maroon 5 chega com clipe perigótico-gosmento-stalker. Alguns vão amar, outros vão achar grotesco. Eu curti, mais pela música. Não sou muito fã de Adam pelado (acho seeeco), mas pelo jeito a industria curte.

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É Friboi?

O novo disco da banda me surpreendeu. Claro que é algo bem diferente do primeiro, aquele rock cru não existe mais, mas acredito que eles acharam uma fórmula pop-rock bacana nesse quinto disco. Animals é um dos carros chefes dele.

No clipe, Adam Levine ~como sempre~fica pelado, se lambuza e quer um amapô.

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Oi Gata do All Nite!

Depois de muita caça, ele consegue o tão desejado, com balde de sangue e muito sexo. Vejam em HD, enfim.

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Curtiram?

SIM!

Promoções de Aniversário dos 5 anos Pelamordi: último dia!

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Esse foi um mês muito especial para a gente. Afinal, 5 anos não são 5 dias, então preparamos um mês de surpresas para vocês, saca só:

Primeiro: não estou mais sozinho, agora meus companheiros e colaboradores Diego Toledano e Camila Henriques estão mais apresentados e serelepes do que nunca. Além de posts diários, eles são especialistas em Cinema, Literatura e Guilty pleasure. Bingo!

Segundo: estreamos o nosso podcast semanal (todas as quartas). Já tinha feito o podcast em 2011, mas nunca mais tinha rolado. Vocês pediram, a gente voltou com tudo. Com temas de cotidiano e cultura pop. Acompanhe antes no nosso Soundcloud.

Terceiro: porque temos vídeos agora de 15 em 15 dias (domingo tem estreia!). Sempre aos domingos, depois da tv globinho. Siga o nosso canal no Youtube.

Quarto: temos presentes para vocês!

O sorteio rola amanhã (30 de setembro), assim quando raiar o dia, e vamos dar esses 3 ótimos brindes para vocês: Caixa com 9 brigadeiros da Brigadore, 2 cadernos da Papel de Mim e Camiseta “Galinha em Manaus come pipoca” Manaus World cup edition!

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Como participar: curtir a nossa fanpage (www.facebook.com/pelamordi) e ir na aba promoções (www.facebook.com/Pelamordi/app_154246121296652) e clicar nos botões verdes QUERO PARTICIPAR. Pronto!  Agora é torcer para amanhã ganhar um deles ou todos! (sim, pode participar de todos).

Agradecemos o apoio de nossos leitores, amigos e apoiadores, que tornaram esse mês ainda mais especial.

Fergie está de volta com faixa quebradeira sensual “L.a. (la la)”

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Fergie tá vindo aí, provando que as novinhas têm muito que aprender. Aliás, quantos anos a Fergie tem?! Enfim, pouco importa. Aperta o play e comece a mexer seus “humps” com essa faixa, que me apaixonou em poucos segundos:

 

Delícia, né? O disco solo “The Dutchess” (2006) realmente deixou saudade. Essa mistura de batidas, voz firme da Fergie que mistura notas altas, rap e os deliciosos “la la las” dela. Espero tudo isso e mais de volta.

VOLTEI, KRLHO!

E aí, curtiu?

Rebobinar é viver: comece a semana em paz com “Unicamente” de Deborah Blando

Eis uma das faixas pop-brasileiras mais lindas de todos os tempos. Deborah Blando, praticamente uma cantora oficial de novelas da Globo, fez muito sucesso com esse hit de 1997, que foi trilha da novela A Indomada (aquela de Green Ville). Adoro essa faixa e o clipe é cheio de menções a umbanda. Sem contar que, essa fase mística de Deborah pendurou por um bom tempo, especialmente aos sábados no Planeta Xuxa.

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Linda sereia, Odoyá Iemanjá

Deborah sereia, volta pra gente!